26 de dezembro de 2010

Utilidade.


Um poema pode servir de roupa...

Pras coisas do meu dia

Que eu tive de deixar.

Pra calma que eu seguia e conseguiu me despistar.

Pra dor, pro calor que já não posso esperar.

Pras contas pagas que tenho de guardar.

Pro dia com chuva que fica a me tentar.

Pro Lambrusco gelado que eu cheguei a secar.

Pros amigos que aturam meu torpe falar.

Pro gato da vizinha que sempre me segue.

Pra mala que me aguarda;

Pro ar que me falta.

Pra garganta que trava.

Pro que Deus quer de mim.

Pro que eu deverei sempre a ELE.

Pra eu sustentar meu fôlego enquanto espero.



2 comentários:

Jhonathan disse...

você anda muito ausente essa semana, é ocupação ou quer conversar?
:}))
Aguardo

Walisson Lopes Barreto disse...

"Somos o que somos", dizem... Mas as palavras concordam com isso?