30 de outubro de 2010

?!


Como pode alguém ser tão forte na sua vida que o simples fato de respirar ao teu lado lhe deixa completamente desnorteada?!

É... deixa.

22 de outubro de 2010

I know baby.....


Hoje foi um dia aparentemente comum, parecia igual a todos os outros, um dia de trabalho, de planos, uma sexta feira como as tantas outras sextas, sempre apreciadas por mim.

Só que pra mim meus caros, não dormir é uma coisa extremamente nociva e diga-se de passagem , pros ques estão ao meu redor ainda mais.

Entretanto eu não contava com uma ferramenta própria dos desarmados: adaptação! Não, não pensem que foi mágica, meus alunos simplesmente se adaptaram ao meu mau humor matinal, raro e desnecessário e fizeram algo simples: sorriram !

Meus telefones, ah... eles não são assim tão sensíveis, não pararam por sequer meia hora, nada de trégua, na tora, na louca ou como costumo escutar:'' se jogando'' Era a agência pedindo mais foto , os amigos cobrando e amando, a prima curiosíssima, o ex pedindo o número daquele restaurante, a tia perguntando minha opinião, o vendedor de sapatos estilizados oferecendo sonhos de consumo, a psicóloga com saudade, o professor de jiu jitsu marcando aula, o diretor espiritual lembrando do retiro, a empregada perguntando sobre os lençóis, a amiga contando as mazelas, o irmão pedindo número de conta, a irmã implorando soluções.

Os dias costumam sim ser assim bem agitados e confesso que tenho tesão por dias assim, gosto de viver passando a marcha, de me sentir em movimento, de fazer parte, de estar vivendo e não apenas existindo.

A tardezinha minha massagista fez o favor de colocar meu corpo no lugar ao som de Elvis e com ouvidos tolerantes as minhas ladainhas. Tomei o banho costumeiro e invejável e chamei Morfeu pra cama bem antes de seu horário habitual, Vertuno não entendeu, mas como sempre...cedeu. Sonhei que estava numa guerra de travesseiros que acabava em doces beijos. Agora sim, acordei de verdade, dei uma passadinha no Peixe Urbano, minha best trouxe guloseimas pra me agradar, mams reclamou da mania de lingerrie em casa, mano surrupiou um chocolate, paps quer ver Eastwood comigo comendo marmelada.

A vida é assim, quase sempre mais do que mereço, menos do que reconheço, tudo melhora quando a gente decide que nada tem o poder de nos deter, quando olha pra si e vê que representa Alguém muito maior.

Daí o dia vai quase quase terminando assim,conversando com os vips do meu peito, em meio aos lençóis, travesseiros e lingerrie, com as estrelas por vigias e um gosto amargo e gostoso de chocolate.

17 de outubro de 2010

Brasília


As muitas vezes que estou como mera transeunte pelas ruas do país trazem muita riqueza aos meus dias.

O simples caminhar de uma criança tentando não pisar as linhas rejuntandas do piso, a mão segura e carinhosa que a gestante leva ao ventre, os dreads coloridos e esvoaçantes da moça no ponto de ônibus, os casais que namoram descalços no gramado do parque, os que olham, a fascinação dos moleques vigiando suas pipas, os i pods e mps algo que embalam o particular coletivo do asfalto, a latinha que desfaz possíveis craques, os coloridos, os pálidos, os amarelos.

Os skatistas que rodopiam ao redor dos bancos, ignorando a gravidade.

Os playboys na lancha rotineira de domingo, os pescadores a beira do lago,as bailarinas atravessando a faixa, os garis sambando ainda ä luz da lua.

O rebolado comum a nós brasileiras, a tensão engravatada do executivo, o olhar confiante da garotinha que segura a mão do pai, os longos e belos cabelos das protestantes, os escapulários das castólicas, o penteado impecável dos mormons, o véu das mulçumanas.

O cambalear do mendigo, a esperança do palhaço no semáforo, o atrasado ao volante, a empregada equilibrando sacolas, os que fumam, os que atravessam, os que entram no coletivo pra vender doces e sonhos.

As burguesinhas de motorista, as estudantes correndo do temporal com os cadernos sobre os cabelos, os ciclistas tentando, os motoqueiros conseguindo, a polícia achando.

O fotógrafo clicando a moça que ri escandalosa e verdadeira no fim de tarde.

O gordinho que se delicia com o churro, a magrela que se denuncia ao negar tudo.

Essas coisas tão diárias refletem uma realidade.

Da capital que as vezes não capita a verdade dos que a desenham diariamente.

A perfeição estética de uma cidade que gera imperfeição ética.

13 de outubro de 2010

Desejo- Necessidade- Vontade.


Desejo incontrolável, bizarro e voraz...

Te tira do eixo,

Te deixa perplexo diante da respiração próxima,

Do olhar que te deixa nu,

Da voz que invade seus sentidos e comanda (sem desconfiar) os feronômios descontrolados.


Necessidade legítima de ter ou soltar, de correr, desvairar....

Perder o controle por segundos e se centrar.

Olhar já não pode funcionar,

Distância, recuo...pestanejar...

Efedrina, Adrenalina a circular.


Vontade de o involuntário comandar.

Sorriso, atitude, vigor, solicitude...

E meu peito quase a estourar...

Todos as glândulas do corpo a labutar,

Verdade, pele e calor..

Até quando poderei suportar?


12 de outubro de 2010

lux


Na escola há muitos anos atrás me ensinaram o que eram os cincos sentidos, mas hoje, justo hoje me vieram algumas dúvidas sobre nosso real sentido sobre eles.

Será mesmo que eu posso controlar sempre que sinestesicamente minha mente mina meu corpo?

Quantas vezes suportoria te ter tão perto e tão longe?

Reprimir, retroagir ou redirigir?
Já sei!

7 de outubro de 2010

Meu Jó.


Meu guardião celeste é um cara muito bem apessoado, alto, competente, tem me acalmado, feito massagens em meu ego e me ensinado a executar novos verbos. Abandona as arpas, canta Enter Sandman comigo aos berros! Sopra todos os dias no teu ouvido o meu boa noite particular, te abraça e te morde a bochecha, me faz presente antes do teu encontro definitivo com Morfeu.


Nem mesmo o calor das noites de outubro, as mazelas diárias e tudo podem de mim lhe afastar.

Horas extras incontáveis a calcular?

Cuida do meu dia, das minhas loucuras, das coisas que eu perco e encontro constantemente, me alertas quando estou ausente demais, me cutucas se não sou leve, ris de mim se me revelo, e derrama todo zêlo ao meus caprichos fazer.


E repetes:''Menina...cuidado isso vai derramar!'' mas já é tarde, já estou a limpar e gargalhar! Minhas manias, minhas falhas, desejos e tralhas, meu anjo ajuda a organizar. Minha vida é mais plural, meu saber me invade, minha ansiedade de ser tudo que só eu posso ver, tudo se amansa com o auxílio.

As vezes me sinto cintilante sobre o olhar constante, sobre a vista inebriante que a proteção está a causar. Os segredos que conta, as verdades que encontra ao ouvir meu peito pulsar. E quando paro abobada esperando um silêncio findar, me tomas, segura minhas manhas, me deixa tranquila pra passar a marcha e escavar, sem pressa, sem medo, rir, ser, viver, amar ... escavar.


Lapida o meu dia, rege, governa e ilumina.

6 de outubro de 2010

Enter Led


E quando percebo já estou novamente imersa, delirante, ofegante, desenhando cores no vácuo com o indicador.